A Síndrome do Edifício Doente e a importância da análise de ar climatizado

A Síndrome do Edifício Doente e a importância da análise de ar climatizado

Você já teve recorrentes crises de tosse, fadiga, dores de cabeça ou irritação nos olhos, ao frequentar um ambiente específico? Se a sua resposta for sim, saiba que esses sintomas podem estar atrelados a um ‘edifício doente’.

Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde em 1982, a Síndrome do Edifício Doente (SED) está potencialmente associada à proliferação de fontes poluentes de origem física, química ou biológica, em ambientes internos.

Causada principalmente por alguma deficiência em sistemas de climatização (ar-condicionado), a SED se resume a um conjunto de ocupantes de um mesmo local que, devido a algum problema no ambiente (contaminação, infecção, ruídos), apresentam o mesmo quadro de mal-estar, sem causa aparente.

De acordo com a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), para que um edifício seja considerado doente, pelo menos 20% dos frequentadores devem manifestar, por pelo menos duas semanas, sintomas semelhantes. Os mesmos podem variar entre: náusea; irritação nos olhos, nariz e garganta; fadiga; dores de cabeça; irritação na pele; tontura; sonolência; falta de disposição e alteração dos sentidos.

Conforme citado em uma publicação do Inmetro, entre os eventos que contribuíram para o descobrimento dessa síndrome, está o caso do Hotel Bellevue-Strafford, ocorrido na Filadélfia, EUA, em 1977. Durante um congresso, uma epidemia, até então de causa desconhecida, atingiu 182 pessoas e resultou na morte de 34. Após estudos, foi comprovado que a fatalidade foi causada por uma bactéria, denominada Ulaglonella Pneumophila, que se proliferou no local após uma deficiência no ar condicionado.

Uma outra especificidade da Síndrome do Edifício Doente, é que as vítimas param de apresentar mal-estar, assim que deixam de frequentar o ambiente potencialmente afetado.

A importância da análise de ar em sistemas de climatização

Os sistemas de climatização têm como objetivo controlar, de forma simultânea, a umidade, temperatura, circulação e a renovação do ar em ambientes internos. Bastante comum em locais públicos e privados, como shoppings, restaurantes, hospitais, empresas, escritórios e muitos outros, esse método visa tornar o clima mais agradável e apropriado para os usuários.

Para precaver o ambiente de possíveis problemas do ar climatizado, como a Síndrome do Edifício Doente, uma norma legislativa foi fundada no Brasil para manter o controle do ar disponibilizado, tanto em ambientes públicos, como privados.

A LEI Nº 13.589 exige que “Todos os edifícios de uso público e coletivo, que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente, devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle – PMOC dos respectivos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes”.

Aprovada em janeiro de 2018, essa norma prioriza eliminar o alto risco de contaminação do ar, presente no uso indevido de sistemas de climatização internos. Caso o ambiente fiscalizado não atinja os parâmetros exigidos, o responsável fica sujeito a multa de até R$ 200 mil, aplicada pelo Ministério da Saúde.

Quais sistemas de climatização exigem o PMOC?

O PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) é exigido em todos os sistemas que utilizam uma potência superior a 60.000 BTU para o funcionamento. Esse limite se aplica tanto para o uso de um só equipamento, como para a somatória de vários. Caso a carga térmica do local supere o valor estimado, o mesmo, automaticamente, estará sujeito à análise profissional.

Para desenvolver esse trabalho, leva-se em consideração as determinações da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), instauradas na resolução N°09, de 16 de janeiro de 2003, que determina o estudo de elementos, como a temperatura, a umidade, a velocidade, taxa de renovação e a pureza do ar, durante ensaio laboratorial.

Como é o processo de análise do ar?

Para medir os parâmetros necessários, a ANVISA dividiu o processo de análise do ar em 4 normas técnicas, que devem ser obrigatoriamente seguidas:

  • Norma técnica 001: visa monitorar e garantir o controle ambiental, fiscalizando possíveis ocupações, multiplicações e dispersões de microrganismos em ar ambiente interior;
  • Norma técnica 002: visa monitorar e controlar o processo de renovação do ar, realizado em ambientes climatizado;
  • Norma técnica 003: visa monitorar e controlar o processo de climatização de ar em ambientes climatizados;
  • Norma técnica 004: visa monitorar e controlar a presença de aerodispersóides totais em ambientes interiores climatizados.

Segundo a ANVISA, esses critérios foram elaborados para informar à população os riscos gerados pelo mal condicionamento do ar interior em ambientes artificialmente climatizados. Além disso, também busca atualizar e equipar, de forma adequada, os profissionais e laboratórios que atuam nesse segmento de análise.

Solução Unniroyal

A Unniroyal está entre os 8 laboratórios, em todo o Brasil, acreditados em ensaio de ar. Fornecemos ao mercado o serviço de monitoramento da qualidade do ar interno, garantindo o bom funcionamento em sistemas de climatização e o bem-estar de quem ocupa o local.

Também atuamos para garantir que sua indústria, comércio ou escritório, esteja dentro dos parâmetros de qualidade exigidos pela ANVISA, evitando multas e outras consequências legais.

Especialistas no ramo, estamos à disposição para fazer uma avaliação completa do ar em seu ambiente, oferecendo sempre a melhor solução, praticidade e o menor custo-benefício.